O que faz você ser você?

Ontem estava no banho ouvindo meu álbum favorito no momento (Luminoso, do Gil) – obrigada, Spotify, pela graça alcançada – e, como acontece praticamente todas as vezes que escuto essas músicas, um trecho de uma delas (“Você e Você”) me fez viajar nos meus pensamentos. A letra é assim:

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26 de junho de 2016

Querido diário,

fui com meu marido visitar um casal de amigos que teve neném há pouco. À parte o papo entre eles e o outro casal que os estava visitando que, claro, falavam dos encantos da maternidade e paternidade (e como sempre dá uma apertada no coração da gente), estava indo tudo muito bem e até saímos para tomar um sorvete. more “26 de junho de 2016”

20 de junho de 2016

Querido diário,

sabe o luto? Quando você perde alguém que amava muito e precisa passar por um período de recolhimento, por alguns dias – ou meses ou anos – tentando entender aquela dor, e depois conviver com ela para, por fim, sobreviver apesar dela e seguir em frente? more “20 de junho de 2016”

“Aprendi a ressignificar a dor de 5 perdas espontâneas e hoje sou realizada como mãe desses anjos e de uma pré-adolescente”

“Dois anos depois de casada, comecei a tentar engravidar e achei que seria rápido, mas estava enganada. Foram 33 meses de tentativas, frustrações e um luto mensal por algo que eu nunca tinha vivido. Era um sentimento bem doído, mesmo. Neste tempo, eu e meu marido fizemos alguns exames simples, que nada detectaram. more ““Aprendi a ressignificar a dor de 5 perdas espontâneas e hoje sou realizada como mãe desses anjos e de uma pré-adolescente””

“Todos os diagnósticos diziam que minha gravidez seria impossível. Mesmo com hidrossalpinge, mioma e útero retrovertido, tive dois filhos”

“Sempre tive vontade de ser mãe. Adorava cuidar de meus sobrinhos e iniciei minha carreira no magistério com crianças do pré-escolar, então imagine! Casei em 1985 e não fazia nada para evitar filhos, mas eles não vinham. Lembro que quando uma amiga engravidava, eu me sentia triste e até com raiva por não conseguir. more ““Todos os diagnósticos diziam que minha gravidez seria impossível. Mesmo com hidrossalpinge, mioma e útero retrovertido, tive dois filhos””

“Foram oito tratamentos de fertilização e duas perdas espontâneas, com aderência do endométrio ao final. Até que, aos 41 anos, engravidei naturalmente”

“Conheci meu esposo sete anos atrás. Como sou médica, ou seja, estou em uma área que demandou muitos anos de estudo e pesquisa, acabei adiando um pouco meus projetos pessoais. Ter um esposo e filhos, aquela família de comercial de margarina, sempre foi meu sonho, mas a carreira veio antes. more ““Foram oito tratamentos de fertilização e duas perdas espontâneas, com aderência do endométrio ao final. Até que, aos 41 anos, engravidei naturalmente””