FIV grátis: existe? Onde tem? Como funciona?

Todo mundo que precisa se submeter a uma fertilização in vitro sabe: é preciso raspar todas as economias! Dificilmente sai por menos de R$10.000, entre exames, medicamentos, ultrassonografias e procedimentos médicos. E aí bate aquele desespero porque também todas sabemos que dinheiro não dá em árvore, né? Afinal, existe FIV grátis? Já vou acabar com o suspense: sim, existe FIV pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. Mas é fácil? Não. A verdade é que não é.

Por isso, fui conversar com a Fernanda Murbach, advogada da DeFEMde, que é a Rede Feminista de Juristas, para entender essa história. “Atualmente não é qualquer hospital do SUS que faz o procedimento de fertilização in vitro, mas há a previsão que sejam destinados recursos financeiros para realização do procedimento, sim. Está na Portaria nº 3.149/12 do Ministério da Saúde”, explica ao Cadê Meu Neném?.

A complicação começa na localização: apenas 6 estados brasileiros contam com hospitais que oferecem FIV grátis. E aqui embaixo eu listo todos os locais indicados pela advogada. Para ir direto para os sites deles, é só clicar nos nomes.

 

Onde fazer FIV grátis?

Anote aí:

Hospital Maternoinfantil de Brasília (HMIB) – Brasília, DF.
* Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG.
* Hospital Nossa Senhora da Conceição SA Fêmina – Porto Alegre, RS.
* Hospital das Clínicas de Porto Alegre – Porto Alegre, RS.
* Hospital das Clínicas da FMUSP – São Paulo, SP.
* Hospital Pérola Byington – São Paulo, SP.
* Hospital das Clínicas FAEPA – Ribeirão Preto, SP.
* Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP) – Recife, PE.
* Maternidade Escola Januário Cicco – Natal, RN.

Como funciona a FIV grátis?

Isso varia de hospital para hospital, vale se informar nos sites acima ou mesmo pessoalmente. “Alguns hospitais cobrem a totalidade do tratamento e até os medicamentos. Mas sempre existem critérios, como o limite de idade, que normalmente é de 40 anos, e algumas exigências. O Pérola Byington, por exemplo, seleciona mulheres que não tenham histórico de algumas doenças, como diabetes e cardiopatias”, explica Fernanda. Ela diz ainda que, no caso do Pérola, o primeiro passo é pedir um encaminhamento em um posto de saúde para levar ao hospital.

É claro que a saúde pública no Brasil tem problemas que todas conhecemos: faltam profissionais, materiais, repasse de verba… e isso acaba atingindo também os programas de fertilização dos hospitais, mas vale brigar pelos seus direitos.

Mas se não tiver nenhum hospital que realiza FIV grátis pelo SUS na sua cidade, vale entrar na Justiça? “Sim, mas a chance de sucesso é pequena. A maioria dos julgados que eu li indicavam que a fertilização não representa risco à saúde e à vida, então os juízes entendiam que não era cabível, infelizmente”, explica a advogada. Ela conta que o ideal seria nossa sociedade enxergar o planejamento familiar a partir dos direitos reprodutivos da mulher, e isso inclui a possibilidade de tratamento de reprodução assistida.

E conclui: “imagine uma garota que sonha ser mãe, mas por N motivos da vida, seja por uma família com menos estrutura ou pela falta de recursos e informações, ela não pode naturalmente. Seria incrível se ela pudesse requerer uma fertilização pelo SUS. Porque aí ela contaria com o apoio de um psicólogo, de uma assistente social e de profissionais treinados para ajudá-la em tudo, desde a dúvida mais simples até os questionamentos mais complexos”.

Além do SUS, os planos de saúde também poderiam cobrir procedimentos de fertilização in vitro, mas não cobrem. Só que dessa briga você pode participar. Clique aqui para ver como e corra. Só temos um mês para conseguir mais de 17.000 assinaturas!

 

 

Foto: Flickr/ Pictures of Money

 

 

 


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