Dia nacional da adoção: porque engravidar não é a única forma de ser pai e mãe

Engravidar naturalmente não é a única forma de ser pai e mãe, vocês sabem. E hoje, 25 de maio, data em que se comemora o dia nacional da adoção, resolvi trazer o depoimento da Ana Davini. A Ana é autora do livro “Te amo até a lua – Da adoção à barriga de aluguel e técnicas de fertilização, o que fazer quando não se consegue uma gestação natural”. Eu recomendo muito o livro* para quem está nas tentativas de ter um filho. Dá uma olhada:

Comecei a tentar engravidar em agosto de 2005. Foi mais um lance de ‘vamos desencanar e se rolar, rolou’. Na minha cabeça, mesmo me dedicando tanto à empresa e mesmo sem ter dinheiro sobrando, daria um jeito se acontecesse. Não tinha preocupações. Mas o tempo foi passando e a gravidez não chegava.

O médico descartou a infertilidade do meu marido e começou aí uma nova luta. Diziam que eu provavelmente tinha algum problema, só que minhas ultrassonografias e exames ginecológicos não indicavam nada.

Em 2009, cansada de tanto esperar, fui atrás de um especialista em reprodução humana, que finalmente descobriu a endometriose. Ele começou o tratamento dizendo que era melhor fazer uma laparoscopia para aumentar minhas chances de engravidar.

O procedimento teve um pós-operatório dolorido e, poucos meses depois, tentamos uma inseminação artificial, que não teve sucesso. Justo eu, que era a desencanada, a tranquila, me vi profundamente triste e frustrada. Só quem passa por isso sabe como é ruim colocar todas as suas energias em algo e ver dar errado. Tentamos também a caríssima fertilização in vitro, mas descobrimos que a endometriose havia voltado com força total.

Tentei continuar com tratamentos no SUS, o que foi burocrático e lento, como era de se esperar. Finalmente, decidi colocar um fim neste sofrimento, optando pela adoção, em 2011. Mais algumas burocracias, sofrimento e mais de um ano depois (ou 3 anos se contarmos a data da guarda provisória)… a Thalita chegou. Foi a felicidade extrema.

Eu aconselho para quem deseja adotar, mas está na dúvida, que aguarde. Tudo tem seu tempo e, como o processo é demorado e chato, é bom ter certeza de que você quer.

Nós passamos por oito anos de tentativas, esperanças e frustrações, o que nos tornou quase experts no assunto ‘paternidade alternativa’. Aproveitei essa experiência para escrever o livro. Depois que ele foi lançado, várias pessoas vieram me contar que viveram ou estão vivendo as mesmas coisas. E o bonito é que acabamos criando vínculos por causa destas histórias”.

 

Ana Davini, 41 anos, mãe daThalita, de 4 anos

 

*O livro “Te amo até a lua – Da adoção à barriga de aluguel e técnicas de fertilização, o que fazer quando não se consegue uma gestação natural” está à venda, por R$34,90 aqui neste link.

 


3 thoughts on “Dia nacional da adoção: porque engravidar não é a única forma de ser pai e mãe

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  2. […] em 2008, o Cadastro Nacional de Adoção é uma ferramenta digital que auxilia os juízes das Varas ... cademeunenem.com.br/novo-cadastro-nacional-de-adocao
  3. […] Então, com a impossibilidade de engravidar, ele pode não existir. Isso porque o diagnóstico ̵... cademeunenem.com.br/diario-20-junho-2016

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