7 lições que aprendi nesses 7 anos tentando engravidar

Foram 7 anos tentando engravidar, algumas lágrimas, bons (e maus) conselhos e muito aprendizado. Na verdade, a pergunta que eu mais me fazia em todo esse tempo era justamente essa: o que eu preciso aprender com tudo isso? Seguida de: Por que todo mundo parece engravidar menos eu? Sim, soa infantil, mas era bem o que eu sentia.

Hoje, que já passei da 20ª semana da gestação (já foi metade, filho!), me sinto capaz de fazer um balanço e ver que sou uma pessoa melhor e acredito que serei uma mãe melhor que seria naquele distante 2011, quando resolvi parar a pílula e decidi que era hora de tentar engravidar. As lições que eu aprendi serviram só para mim, a princípio, mas quem sabe também não podem te dar uma luz se você está percorrendo esse caminho em busca da tão sonhada maternidade? Também vale ressaltar que eu tive meu ritmo de aprendizado, talvez você, vivendo isso, tivesse aprendido o mesmo em um ano. Ou nunca. E isso não é demérito. Aprender na dor é para os fortes 😉

Lição 1: Quem faz o dia somos nós

Pode ter acontecido a coisa mais triste, mas se a gente decidiu que vai dar o melhor para fazer daquele dia algo bom, a gente faz. E o contrário também é verdadeiro, o que me leva à…

Lição 2: Agradecer nos faz mais felizes

Saber agradecer é para poucos. Afinal, reclamar é tão fácil, né? To sem dinheiro, ando sem paciência pra nada, meu médico agiu mal, o medicamento não fez o efeito esperado, meu chefe não entende o que eu sinto, meu marido não tem tempo pra mim, meu corpo veio com defeito. Sim, já pensei em tudo isso em um momento ou outro da jornada, mas percebia que esses pensamentos não me levavam a lugar nenhum. Pelo contrário: me deixava numa roda de desgraças que me fazia sentir a pior pessoa da face da Terra, o que está longe de ser realidade. Um dia, ao longo desse tempo, li uma frase que nunca mais me saiu da cabeça, e nem lembro onde foi: “Imagine se tudo o que você reclama desaparecesse. Como você ficaria?”. Você não tem REALMENTE dinheiro para o básico, não tem médico, não tem acesso a medicamento, fica sem emprego, sem marido… seria bem pior, né? Então trate de agradecer. Ao ver isso, notei que ficava mais feliz sempre que sentia gratidão (como contei aqui, lembram?) e procurei repetir esse comportamento.

Lição 3: Meditar é melhor que qualquer remédio

Ao longo da minha busca por tratamentos alternativos para engravidar, eu fui parar na Yoga. As aulas duraram pouco mais de oito meses – uma mudança de endereço me afastou do estúdio e a vida me levou por outros caminhos – mas a meditação ficou para sempre na minha vida. Baixei aplicativos (meu preferido, infelizmente em inglês, é o Breathe, mas tem um montão em português bem bacana, como o Vivo Meditação e o Medite-se) e comecei a praticar. Quase todas as noites. Não tem insônia que resista a um mantra, não tem aperto do peito que não desapareça com uma respiração consciente. Eu sou fã assumida e indico pra todo mundo. Além de tudo é grátis e não tem efeito colateral, né, gente?

Lição 4: As coisas mais importantes não custam dinheiro – e algumas não estão nas nossas mãos

Obviamente aqui não estou falando que dinheiro é ruim – afinal, quem precisa de um tratamento de fertilização para engravidar, como eu precisei, sabe como ele faz diferença. Mas estou falando que um chá de bebê para 50 convidados, um enxoval caro, um quarto de capa de revista de decoração… coisas para as quais eu dava muito valor antes de passar por todos esses anos tentando engravidar, não significam realmente nada perto de realizar o sonho de ser mãe. Para quem tem esse sonho, óbvio.

Lição 5: Cada uma tem sua história

Nesse tempo todo tentando engravidar, muitas amigas passaram por suas gestações saudáveis e felizes sem nem desconfiar como podia ser difícil conseguir engravidar. Simplesmente porque para elas não foi. E à primeira vista é humano você sentir cobiça. A gente morre de medo de falar essa palavra, mas é verdade. Você cobiça a felicidade alheia sem nem se dar conta. E isso NÃO significa que você esteja descontente com a alegria da sua amiga. Apenas que gostaria de viver o mesmo que ela está vivendo. E aí começam as comparações inevitáveis. Ou melhor: elas são evitáveis. Basta olhar com empatia para o conjunto da história dessa pessoa com quem você resolveu se comparar. Ela não tem os mesmos calos que você. Talvez tenha perdido uma pessoa amada que você tem sempre do seu lado. Talvez esteja enfrentando uma crise no casamento. Talvez possa ter uma gestação difícil. Ou seu bebezinho passe dias no hospital quando nascer. Estou sendo dramática? Não, estou apenas verificando que conto de fadas só existe no cinema e vida perfeita, só no Instagram. Ficou assustada? Não deveria. Justamente por isso: cada uma tem sua história, sua trajetória e seu aprendizado.

Lição 6: É muito importante conhecer os seus limites

Recebo direto e-mails de meninas dizendo que admiram a minha obstinação, o fato de eu não ter desistido, mas que acham que não vão aguentar tanto tempo. Eu mesma lembro que quando estava tentando engravidar há uns dois anos soube de uma história de alguém que tinha demorado oito anos para engravidar. Ou nove FIVs (duvida? Leia aqui). Eu dizia: “imagina que eu vou aguentar tanto tempo”. Mas a verdade é que aguentei, vivendo um dia de cada vez. E não me acho mais forte ou importante que ninguém por causa disso, também falo sempre. Apenas eu soube ir sentindo os meus limites. Chegou um momento em que eles gritaram e eu parei de tentar: estava me machucando mais do que ganhando. Mas um certo dia, decidi ouvir uma leitora do site e procurar um novo médico. E tentar novamente. O fim da história vocês já sabem, mas não é exemplo pra ninguém. A lição aprendida aqui é: vá até onde você sentir que aguenta, que te faz bem, que não te machuca. Não vá um centímetro adiante disso. Não importa o que te digam. Quem conhece esse limite é apenas você.

Lição 7: Fé não é esperar de braços cruzados

Essa, por incrível que pareça, foi a lição mais difícil de aprender. Depois de anos sonhando com algo, fazendo de tudo para realizar e paralelamente vendo histórias de crianças abandonadas ou maltratadas (vocês sabem do que estou falando), eu comecei a questionar minha fé. Admiro e acho lindo quem se ampara em um ser superior para enfrentar suas lutas, mas comigo não aconteceu. E minha fé não é incondicional, como muita gente diz que deveria ser. Me incomodam pessoas que usam frases como “na hora de Deus” e “quando Deus quiser” como desculpa para não fazer o que está ao seu alcance. E isso me fez questionar minha fé por muito tempo. Até que aprendi que fé não é cruzar os braços e fiz as pazes com a minha. Dias depois que tive meu resultado positivo tão desejado, me deparei com uma frase muito linda, que coloquei com um ímã na porta da geladeira, junto com a “foto” do meu blastocisto (embrião de cinco dias que foi implantado no meu útero). Ela conseguiu colocar em palavras o que para mim, hoje, significa fé. Deixo vocês com essa inspiração:

depoimento - fé - tentando engravidar

 

 


22 thoughts on “7 lições que aprendi nesses 7 anos tentando engravidar

  1. NORMA SIZILIO Responder

    Obrigada por estas palavras Priscila. Estou passando por situação semelhante a sua desde 2013, uma hora te conto minha longa e sofrida história. Ainda não tive meu sucesso. Ontem eu estava numa deprê desgraçada (com o perdão da palavra). Me senti mais confortável e menos sozinha com suas 7 lições. Adoro o blog!

    1. Pri Portugal Responder

      <3 Fico muito contente, Norma. É muito difícil superar os dias tristes nesse ciclo de altos e baixos, né? Eu lembro que gostava de meditar e tomar um chá bem reconfortante nos dias mais tristes. Fique bem e volte sempre, você vai ser bem acolhida por aqui todas as vezes. Bjinho.

  2. Joana Responder

    Pri,
    vc é inspiradora.. 🙂 que lindo esse post. Beijos, Joana

    1. Pri Portugal Responder

      <3 digo o mesmo de vc, Joana. Bjinho

  3. Natalia Pérez Responder

    Lindo e verdadeiro post, Pri ! O cadê fará parte da minha minha história pois foi aqui que vi que não estava sozinha nessa luta contra a infertilidade. Ano passado dei meu depoimento por aqui. Cada uma de nós com sua história de vida mas todas em busca de um sonho em comum. Este ano fui abençoada e após 6 anos de espera e a 6a Fiv também tive meu positivo! Estou de 16 semanas grávida de gêmeos… persistência é a nossa palavra de ordem… essas lições do post de hoje tb ficarão gravadas na minha história de vida…. estarei sempre por aqui acompanhando a vitória de cada uma… cada uma no seu tempo…. mas a vitória chega.

    1. Pri Portugal Responder

      Que notícia mais maravilhosa do mundo, Natalia! Parabéns, parabéns, parabéns! Muito feliz com a sua felicidade <3. E seja sempre bem-vinda ao Cadê.

  4. Stephanie Responder

    Não é fácil mesmo, Pri. Nunca imaginei que teria que lidar com esse problema. Engravidar sempre pareceu tão fácil, tão natural. Às vezes parece que somos o único ser no mundo que passa por isso. Saber de sua história é reconfortante. Obrigada por compartilhar suas lições. Bjos.

    1. Pri Portugal Responder

      Fico muito contente que tenha se identificado, Stephanie <3. E desejo o mesmo para você. Seja sempre bem-vinda ao Cadê. Bjinho.

  5. Flavia Aguiar Responder

    Priscila, me emocionei com seu diário, com o longo caminho que você percorreu! Fico muito esperançosa quando vejo finais felizes!
    Dá uma certeza, não sei vinda de onde, que, se uma consegue, todas conseguiremos!
    Eu tive quatro abortos de repetição! Desde 2014 estou tentando. Acho, que pra mim, é ainda mais misterioso. Engravido facinho, só não consigo levar minhas gestações adiante. Nenhuma, passou de um mês. E não me conformo de dizerem que é simplesmente culpa dos meus óvulos. Minha primeira gravidez foi aos 39 anos. Sei que não é a idade perfeita, mas pôxa, tá dentro do limite! Já fiz alguns exames específicos, mas, com Imunologista ainda não. E, devo admitir, já passou pela minha cabeça ir em um. Mas uma das médicas falou que era pouco provável ser problema do sistema imunológico e deixei passar. Infelizmente!Porque médicos não sabem tudo! Estou até agendada uma consulta pra colocar DIU, mas dentro de mim grita NÃO. Colocando o dispositivo seria realmente o fim e eu sinto que ainda não cheguei ao fim. Sinto , que mesmo se não houver nada pra se tratar e uma esperança renovada seja frustrada, pelo menos passarei por esta vida certa de que tentei tudo. Olharei para trás tranquila, sem nenhum tipo de arrependimento por não ter tentado uma última alternativa. E já decidi que ao invés de ir na gineco, vou ao Imunologista. A fala do Dr. Ricardo de que 98% dos abortos de repetição têm causas imunológicas e tratáveis, mexeu demais comigo. Cheguei a me emocionar! Como pode os médicos não desconfiarem disso????? Por isso SIM:vou me dar esta dúvida de presente!
    Grata pela ajuda! Grata pela luz!

    1. Pri Portugal Responder

      Fico muito contente, Flavia, seja bem-vinda ao Cadê e, sim, penso exatamente como vc: ninguém sabe tudo, quanto mais opiniões e exames nos aproximem dos nossos diagnósticos, melhor será e eu também queria saber que tinha tentado de tudo. Sobre o dr Ricardo, bem, eu sou suspeita hehehehheeh <3. Bjinho, Pri

  6. Fernanda Souza Responder

    Priscila, bom dia!
    Fiquei realmente emocionada com sua história, eu sou uma pessoa extremamente insistente e costumo dizer que Deus vai acabar me dando meu bebezinho de tanto que eu corro atrás. Não tive problemas pra engravidar, ao contrário, engravidei naturalmente por 4 vezes, mas meu corpo pelo jeito não estava agindo ligado ao meu desejo ou meu coração, e simplesmente expulsou meus pequenos, sofri então 4 abortos, e o ultimo quase me levou a morte, palavras do médico, minha ultima gestação foi a 2 anos, em novembro de 2016 descobrimos que mais uma chance tinha sido dada a nós, e ficamos pulando, literalmente, de alegria, sou tentante a 6 anos, eu e meu marido estamos juntos a 10, bom começaram os exames e na primeira ultra o médico não encontrou nada, tentei manter a positividade achando que tinha ovulado tardiamente, e 2 semanas depois fomos nós de novo pra outra ultra, e nada ainda, então resolvi ir no pronto atendimento do convenio e a medica, nada humana, me disse que eu estava tendo uma gestação ectopica, e que ia me livrar do meu problema, precisei ficar internada por 1 semana, inicialmente o tratamento seria somente com o metotrexato, mas no final meu bebezinho queria ficar comigo, mas ele não estava no lugar certo, então precisei tirar minha trompa esquerda, porque segundo o médico, mas 1/2 dias daquele jeito minha trompa podia estourar e eu ter uma hemorragia interna e vir a óbito. A coisa mais triste é voce fazer uma cesária e sair de lá sem seu bebe. Quase dois anos se passaram e não consegui mais engravidar, mas ainda tento, ainda faço todos os tipos de mantras, tratamentos, e nenhum medico conseguiu descobrir nada, meu corpo simplesmente não segura, ainda. Sabe pode ser loucura, ou uma vontade tão absurda que me faz acreditar, mas eu acredito que minha hora esta chegando. Hoje corro contra o relogio, estou proxima dos 37 anos, e sei que a cada dia meu corpo vai envelhecendo mais, mas tenho fé.
    Desculpe o desabafo, mas as vezes a gente segura tanta coisa com a gente por tanto tempo né.
    Fico feliz por você ter conseguido sua tão sonhada gestação, que seu menino venha com muita saúde e que Deus dê a vocês muita saúde tambem e sabedoria para essa nova caminhada.

    1. Pri Portugal Responder

      oi, Fernanda, nossa, fiquei realmente emocionada com a sua história. Bem-vinda ao Cadê, desejo que se sinta acolhida. Sabe, cheguei até o médico que encontrou meu diagnóstico e minha cura, o dr Ricardo de Oliveira, da clínica RDO aqui em SP, graças a uma leitora do site que tinha história bem parecida com a sua. Ela foi ao dr Ricardo como último recurso antes de se tratar no exterior e ele descobriu que ela tinha trombofilia, a tratou e ela acabou de ter o segundo filho agora, naturalmente, aos 41 anos. Eu, por coincidência, destino ou chame como quiser, tb tinha trombofilia e a mesma causa das perdas dela era o que não me deixava engravidar (junto a outros probleminhas, como células NK e endometrite)… moral da história: depois de 7 anos tentando, engravidei aos 37 🙂 Vc já considerou esse caminho? São simples exames de sangue que detectam essas questões e trombofilia, até onde sei, é causa bem comum para perdas recorrentes… fique bem e sinta-se abraçada. Bjinho, Pri

  7. Lidja Carvalho Responder

    Depois de ler sua historia decidi não ficar de bracos cruzados, apenas dizendo que tenho fé.
    E vou em busca do meu diagnóstico, ainda tão incerto!
    estou na tentativa a 3 anos, e so eu e Deus sabemos o qual tem sido difícil esse tempo.
    Obrigada por compartilhar sua experiência e nos encorajar a tentar, a insistir, e não desistir pelo simples fato do não consigo.

    1. Pri Portugal Responder

      <3 Fico muito contente de ter transmitido essa mensagem, Lidja. Nunca me conformei que me dissessem que era meu excesso de amor, de vontade, de ansiedade ou o que quer que fosse a razão da minha gravidez não chegar. E não me arrependo de ter corrido atrás até chegar a um diagnóstico. Que bom que minha história tenha te inspirado 🙂 Volte sempre ao Cadê. Bjinho, Pri

  8. Edilene FerreiraS Responder

    Tá nas mãos de Deus, qdo vc desencanar e acabar com essa ansiedade, vem outro!! 😥 Tá sendo difícil ouvir isso Pri! Meu segundo aborto no dia 13/07/2018, 10 semanas e meia. Em 2016 depois de um ano sem consegui engravidar e de vários médicos da minha cidade falar q com o resultado do espermograma do meu marido seria difícil, resolvi procurar um tratamento de fertilização pelo SUS em BH, fizemos todos os exames, inclusive o espermograma q os médicos falaram q estava ruim, na consulta p mostrar os resultados a médica falou q estava normal, meus exames tudo perfeito e q seria necessário eu eliminar 7 kg p fazer o tratamento, voltei feliz p casa na espectativa, aí descobrir q estava grávida. Com 5 semana comecei ter um sangramento, com 8 tive um aborto espontâneo, nossa q tristeza, que dor, vi meu sonho ir embora, me senti fraca, impotente, foi muito difícil. Engordei muiiitooo, aí em 2017 decidi fazer cirurgia de redução p poder engravidar pq os médicos falavam q eu não tinha problema q era o sobrepeso, emagreci, em 2018 meu médico me liberou p engravidar aí deu certo, mas novamente um aborto. Eu tenho 41 anos, depois do aborto fiz várias pesquisas na Net das possíveis causas e vi q poderia ser trombofilia, fiz os exames e deu negativo. Na sexta feira fui no meu médico, ele falou q possivelmente é a idade dos meus óvulos, mas q é pra eu tentar novamente se não der certo pra tentar uma fertilização, um banco de óvulos. Estou tão triste, tão angústiada, desesperada por causa da minha idade, por causa das pessoas pedindo p eu ter calma, pra esquecer q aí vai dá certo. Mas firme no meu propósito, no meu sonho de ser mãe, e vc me motivou mais a correr atrás, não esperar, e que ter ansiedade e normal pq quem sabe o q estou passando é só quem já passou, e é mto difícil controlar. Obrigada e que Deus a abençoe 🙏😘

    1. Pri Portugal Responder

      Oi, Edilene, lembro bem de sentir isso que você está sentindo. Fico contente por já ter investigado trombofilia, pois é uma causa comum de abortos espontâneos. Dá uma olhadinha no meu post de hoje, sobre incompatibilidade genética, ele é outra causa comum. Se vc tiver forças e condições de fazer nova FIV, eu sugeriria que analisasse a janela de implantação do seu embrião em um exame chamado ERA e também fizesse análise genética dos embriões, para tirar a pulguinha atrás da orelha. Agora, se a solução para você for mesmo um banco de óvulos não desanime. Eu mesma estava decidida a partir para essa solução, viu? Li bastante, conversei muito com meu médico e me acalmei ao pensar que esse poderia ser um caminho para eu engravidar, algo que desejava muito e já me parecia impossível àquela altura. Dá uma olhadinha aqui que pode acalmar seu coração: http://www.cademeunenem.com.br/ovodoacao-e-mais-simples-que-parece/ Sinta-se abraçada. Bjinho, Pri

  9. Liliane Responder

    Priscila, vi você no Fantástico e decidi ler o seu blog, que história incrível, parabéns por contar, adorei o blog, sua história e esse post, também estou nessa longa jornada em busca da tão sonhada gravidez…farei o anti muleriano nos próximos dias, tensão total…meu médico já me recomendou a FIV…mas vamos aguardar, estava mesmo precisando ler algo assim sobre Fé, tenho esse mesmo pensamento de que ter Fé, também é agir…claro que tudo é no tempo de Deus, também já ouvi muito isso, mas também temos que fazer a nossa parte, suas palavras são reconfortantes…obrigada! Grande bjo!

    1. Pri Portugal Responder

      Concordo plenamente com tudo o que vc falou e desejo que seja muito acolhida aqui no Cadê. Quanto ao antimulleriano, te digo por experiência própria de quem perdeu noites de sono com ele: aos 32 tive diagnóstico de provável menopausa precoce (AMH 0,25), aos 37 quando repeti para meu médico que me curou deu 0,35, que tb é baixo, mas engravidei e estou tendo uma gestação supersaudável. Então mesmo que o resultado não seja o melhor do mundo, relativize a má notícia e mantenha a fé e a busca pelo diagnóstico (lembre: um AMH baixo não explica a razão de vc ainda não ter engravidado, então siga procurando). Bjinho, Pri

  10. Juliana Responder

    Esse foi o primeiro texto que li sobre dicas para quem esta tentando que realmente compreende os sentimentos. Ouvir que a ansiedade que esta atrapalhando, que você é muito jovem e tem tempo ainda, que faz pouco que esta tentando é bem frustrante. Obrigada por isso! <3

    1. Pri Portugal Responder

      Fico contente de ter confortado um pouco seu <3, Juliana. Seja bem-vinda ao Cadê e volte sempre. Bjinho, Pri

  11. valesca neto souza Responder

    pri, li seu post e toda sua historia sobre o processo e a luta de conseguir engravidar.
    eu estou nessa luta desde 2010 e infelizmente ate o momento nada, sendo que em 2017 engravidei mas não cvonsegui segurar o embrião no meu endométrio.
    e há alguns dias atrás depois de tantas revelações de amigas garvidas, acabei fazendo besteira e tentei o suicídio com medicações fortes, fui parar na emergência do hospital e resumindo estou tomando antidepressivos, e psicoterapia.
    gostaria muito de que tudo isso realmente me ajudasse a engravidar.
    estou sem fe, sem esperanças, mas meu coração não me permite desistir.

    1. Pri Portugal Responder

      Querida Valesca, realmente essa não é uma luta fácil. Eu não cheguei a perder nenhum bebê, mas passei quase sete anos sem um diagnóstico, sem saber contra o quê lutar e isso me desesperava também. Mas existem muitos caminhos a seguir para encontrar as suas respostas: médicos de outras especialidades, como endocrino e imunologista, podem trazer respostas que vc nem imaginava. Ouvir segunda, terceira e quarta opinião de ginecos e especialistas em fertilidade, fazer tratamentos alternativos. Não desista de buscar sua felicidade e tenho certeza que ela mora também nas pequenas coisas do dia a dia: na sua família, no seu amor, no seu trabalho, no seu lar, nos seus amigos, em uma massagem relaxante e cheia de energia, em uma música que tranquiliza seu coração, em uma meditação, uma prece… existem muitos caminhos para reencontrar o equilíbrio, a paz, a saúde e a energia antes de prosseguir nessa caminhada. Afinal, é importante estar bem e feliz para quando esse bebezinho chegar, concorda? Os médicos que estão acompanhando seu caso vão te dar força para sair dessa e tenho certeza que você vai conseguir. A gente só sabe a força que tem quando precisa dela. Te digo por experiência própria. Sinta-se abraçada, querida. Bjinho, Pri

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *