As raízes emocionais da endometriose

Esses dias eu falei aqui sobre a relação entre Ovários Policísticos e pensamento negativo, de acordo com a diva da Alisa Vitti, do site Flo Livig. Não leu? Clique aqui. E hoje vou trazer mais uma explicação dela que relaciona emoções e endometriose.

Eu acredito muito que nosso corpo grita quando nossas emoções silenciam. Ou, nas palavras de um amigo querido que é psicólogo, “não existem algumas doenças que são psicossomáticas. Todas são”. Por isso, achei tão importante essa relação que a Alisa fez entre os sentimentos e a endometriose.

Para ler o artigo inteiro (que eu recomendo muito!), clique aqui. Mas se você tiver dificuldade com inglês, vou resumir o que ela fala:

“Olhando para a endometriose, a conexão emocional pode ser encontrada em algo muito comum a muitas mulheres: cuidar mais do outro do que de si mesma. O útero parece espelhar o comportamento, fazendo o material do útero – o endométrio, que é o primeiro acolhimento maternal que o embrião recebe – crescer fora dele, tentando maternar a mulher que não está se maternando”. Talvez tenha ficado horrível a tradução maternar, mas não achei nada melhor para explicar o que ela quer dizer, tá, gente?

E ela prossegue dizendo que o útero cria um sintoma que te obriga a prestar atenção em si mesma e avaliar seu comportamento maternal que está em desequilíbrio, afinal, a gente precisa estar muito bem para se doar, não é? Claro que é muito amorosa a atitude de quem cuida do outro – seja esse outro um filho, o marido, o pai ou o avô. Mas nada de se colocar em último lugar, gente! Ninguém precisa ser super-heroína, não! E não é só pela endometriose que estou falando isso, claro.

Para concluir o artigo, Alisa alerta para o fato de que essa visão de mulher-mãe que a sociedade nos impõe é muito pesada e fruto de um machismo tão enraizado que nem percebemos. Vejam: “As expectativas de que todas as mulheres sejam as provedoras de cuidados, de colocar os outros em primeiro lugar sempre, de fazer o ‘trabalho emocional’ de apoiar os que estão ao seu redor podem ser opressivas”, diz. O que tem tudo a ver, aliás, com um livro que eu acabei de ler ontem chamado “A maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”. Mas isso é assunto para outro post…

 

Foto: Flickr/Mark Anderson

 


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