Sono-histerossalpingografia: a nova geração do exame promete menos dor

Lembra que não faz muito tempo eu falei aqui da histerossalpingografia? (Se não lembra, leia já) Pois então,  dia desses, conversando com meu imunologista descobri que existe uma nova geração de aparelhos para fazer o exame.

Esses aparelhos não utilizam radiação ionizante, que pode prejudicar os ovários, como faz a histerossalpingografia tradicional. Outra vantagem é que não usa contraste com iodo, o que minimiza as possibilidades de alergia. Mas o mais maravilhoso é que além de ser bem menos dolorido que a histerossalpingografia à moda antiga, esse novo exame pode identificar até mesmo endometriose profunda, que costumava ter um diagnóstico bem difícil.

 

Como é realizada a Sono-histerossalpingografia

De forma semelhante ao processo tradicional, acontece como um ultrassom transvaginal, em que o médico introduz um cateter pelo canal do colo uterino e, por ele, coloca 10 ml do contraste diluído em soro fisiológico. Ao mesmo tempo, o médico realiza um estudo ultrassonográfico observando a passagem do contraste pelas trompas. O líquido injetado, chamado Echovist, é composto de microbolhas (se quiser ter uma visão mais aprofundada e científica, clique aqui)

Lembrando que a histerossalpingografia só pode ser realizada entre 5º e o 12º segundo dia do ciclo (o primeiro dia é quando veio sua menstruação, o sangue vermelho mesmo) e pode ser feita em clínicas. A paciente já é liberada logo após o procedimento. E a tecnologia é incrível: é possível ter uma visão 3D das trompas e da cavidade uterina. Ponto para a medicina!

 


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