Como funciona a doação de embriões?

Hoje recebi um e-mail explicando como funciona a doação de embriões e como é de uma clínica em que eu confio bastante (veja no final), achei bacana compartilhar aqui para vocês, pois eu mesma não entendia muito bem o funcionamento.

Para começar, quem está chegando agora ao universo da infertilidade, da FIV e etc. pode não saber, então vou explicar: quem precisa recorrer a uma fertilização in vitro é porque, resumindo grosseiramente: 1. não produz mais óvulos, 2. o parceiro tem azoospermia, 3. casais homoafetivos, 4. tem trompas obstruídas, 5. não sabe o que tem, mas tenta engravidar há mais de 1 ano sem sucesso (nesse caso, recomendo que leia esse post aqui e lute pelo seu diagnóstico), 6. não quer mais esperar e não teve sucesso em outros tratamentos (como inseminação ou coito programado).

Quem já sabia disso fica curioso pra saber como funciona a FIV. Resumidamente: você e seu marido passam por exames e você começa a aplicar injeções na barriga para estimular a produção de óvulos. Dependendo de como seu corpo responder, você terá óvulos maduros ou não. Se eles forem maduros, você pode ter de 1 a 20, até 25 óvulos por ciclo de estimulação. Eu, por exemplo tinha de 2 a 3 e isso varia de organismo pra organismo.

Depois disso, o seu marido colhe o material dele (esperma) e, em laboratório, o geneticista/embriologista introduz o espermatozoide selecionado no óvulo. Em 3 dias, se as células se multiplicam, vocês têm um embrião. Em 5 dias, é o embrião blastocisto – que segundo acredita a ciência recente, é o melhor para congelar ou transferir.

Se seu endométrio não estiver em condições específicas para receber esse embrião, ele é congelado e você tem outros ciclos para realizar esse preparo (que pode acontecer de várias formas). Vamos imaginar agora que uma mulher teve 20 óvulos maduros que, fecundados, chegaram a 10 blastocistos (tô sendo bem otimista aqui). Ela congela os 10 e nos mês seguinte, de acordo com a vontade dela e o protocolo do médico, transfere 1 ou 2 para o útero e espera para ver se ele se fixa e se teremos uma linda gravidez. Restaram 8 embriões congelados e dificilmente esse casal vai querer ter 8 ou 10 filhos nos dias de hoje. Então, o que fazer com esses embriões congelados?

Do outro lado da moeda está uma mulher que entrou em menopausa ou, por causas genéticas ou de imunidade, não produz óvulos ou não resulta em embriões saudáveis (chamados de euploides). Já tentou de tudo e não consegue. Seu marido também é infértil. Ou ela é de um casal homoafetivo e ambas não conseguem produzir óvulos. Esse casal pode ganhar seu tão sonhado bebê, sua tão sonhada gestação, em uma doação de óvulo.

Agora, sim, vamos à explicação da clínica Nilo Frantz sobre como funciona a doação de embriões:

Quem pode fazer a doação de embriões?
A doação de embriões no Brasil só pode ser realizada por pessoas que passaram por tratamento de Reprodução Assistida e que congelaram os embriões que não foram utilizados. Desta forma, em muitos casos, são obtidos embriões excedentes que são congelados e podem ser usados para uma gravidez futura, ou também doados. Veja alguns pré requisitos para produzir embriões:

*A mulher doadora dos óvulos que serão usados para formar o embrião deve ter até 35 anos;
*O homem cujos espermatozoides serão usados para fecundar o óvulo e formar o embrião deve ter no máximo 50 anos;
*A mulher e o homem que forneceram o material genético para produzir o embrião não podem ter doenças hereditárias ou transmissíveis. Assim, antes de iniciar o processo é feito uma avaliação completa com exames diversos para confirmar se estão aptos a fazer a Fertilização In Vitro.

Quem pode receber a doação de embriões?

Diversas situações, como casos de infertilidade associados à qualidade ou quantidade de gametas, masculino ou feminino, podem justificar a procura pela doação de embriões. Além disso, casais homoafetivos e produções independentes também têm na doação de embriões uma possível saída para ter um filho.

E vale lembrar que é DOAÇÃO, não venda. A doação de embriões e de gametas no Brasil é regulamentada pela Resolução 2168 do CFM, que especifica as condutas ética e médica para esse procedimento.

E aí, gente? Restou alguma dúvida? Vocês já sabiam como funciona a doação de embriões? Já pensaram em partir para ela?

Foto: Alex Iby/Unsplash

Quarentena, isolamento e solidão no dia das mães

Eu sei. O dia das mães já é uma data de muita solidão para quem gostaria de ter seu filho nos braços. Por mais que a gente viva a benção de poder comemorar a data com nossa mãe, ainda falta aquele pedaço bem importante que a gente deseja tanto. Mas esse ano as coisas estão mais pesadas. Estão tristes. Estamos todos enclausurados, numa incerteza danada sobre o amanhã, com medo de ter uma doença que nem sempre se manifesta na forma de sintomas e, pior, pode contaminar quem mais amamos. Ou com o tratamento de FIV interrompido. Ou com o casamento e nossas relações familiares abaladas por questões políticas…

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2019 está acabando. Ainda bem?

“2013, o ano que insiste em não terminar”. Essa foi a minha lembrança do Facebook essa semana. Lembro bem o porquê. Eu tinha feito minha primeira fertilização in vitro e implantado dois embriões. E naquela semana peguei o resultado negativo do beta hcg. Como já contei aqui no diário, eu tinha expectativas irreais do sucesso de uma FIV e não fui nada acolhida pelo médico na época, uma combinação explosiva para a tristeza que me levou à frase acima. E a chorar diante do meu chefe no trabalho. E em vários dias que se seguiram a este acontecimento.

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“É ilusão pensar que decidimos nosso destino. Mas milagres existem e esse é meu novo depoimento”

Gente, estou arrepiada de transcrever essas palavras hoje, porque a Fernanda deu esse depoimento aqui para o Cadê há dois anos, quando nem eu nem ela tínhamos realizado nosso sonho de maternidade. Ela nem sabe, mas uma frase que escreveu nos conectou fortemente: “resolvi ser feliz com ou sem filhos. Quero seguir a minha vida em paz, sem obsessões e ser feliz com o que eu tenho. Ainda não sei se isso é possível, mas vou tentar”. Me tocou profundamente porque eu também chegava a essa conclusão – sem nem desconfiar que meses depois conseguiria engravidar.

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Disciplina x Flexibilidade

Sempre me orgulhei de ter muita disciplina. E isso aparece em várias esferas da minha vida. Me ajuda muito, por exemplo, a organizar minha rotina, visto que sou freelancer: consigo focar bastante no trabalho e fazer o dia render. Ao mesmo tempo, posso ir pintar os cabelos em uma sexta de manhã ou fazer academia ao meio-dia de uma quarta-feira.

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“Passei mais de dez anos lutando para engravidar do meu segundo filho”


“Sou casada há 17 anos e tenho um filho de 15. Desde que ele tinha 2 anos decidimos aumentar a família e paramos de prevenir uma gravidez. Éramos novos e tínhamos todo o tempo para nós, mas os meses foram se passando e nada de engravidar. Resolvi procurar meu médico do SUS e ele me pediu alguns exames simples. Deu tudo normal e resolvemos tentar mais um ano, já que estava tudo ok.

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