Trompas de falópio: falamos com um especialista sobre o papel delas na reprodução – Parte 2*

Na semana passada, aqui no Nenews, a gente falou sobre o dr. André Vaz e a importância das trompas de falópio para uma gravidez natural e saudável (não viu? Clique aqui porque está imperdível!). Confira agora a sequência da nossa entrevista, onde o especialista conta sobre recanalização das trompas e hidrotubação, técnicas que podem curar as trompas:

 

CMN: Como funciona a recanalização das trompas, para quem já fez laqueadura? Dói? Quanto custa, em média?

André: A recanalização das trompas se faz através de cirurgia abdominal, sempre com anestesia, e demanda um dia de internação. O valor pode variar de R$6.000 a R$15.000, dependendo do hospital.

 

CMN: O que é hidrotubação? Os planos de saúde cobrem?

André: A hidrotubação é um método para tratamento de trompas doentes. Consiste na administração via vaginal de medicamentos que irão agir no útero, nas trompas e na pelve. A dor é bem inferior à de uma histerossalpingografia, pois na hidrotubação não se utiliza pressão para introduzir o líquido. Ambas são feitas sem anestesia, e não precisam internação. Mas os planos de saúde não cobrem.

 

CMN: O senhor poderia comentar sobre os preços que pratica nesse caso?

André: Durante anos operamos pacientes do SUS no Hospital das Freiras, na cidade de São Gonçalo. Uma matéria do RJTV (o jornal estadual que a Rede Globo transmite para o Rio de Janeiro) sobre recanalização das trompas foi veiculada na véspera do dia das mães, em 2.000, e trazia a chamada: “você pode voltar a ser mãe de novo, sabia?”, falando da reversão da laqueadura gratuita. Acabamos operando em quase todo o estado do Rio e isso favoreceu o aprimoramento e a criação de uma nova técnica, que aumentou muito os índices de desobstrução pós-cirúrgica. Quando o SUS ficou inviável, a direção do hospital nos propôs a criação de um valor em pacote, para manter o fluxo de pacientes realizando essa cirurgia nesse hospital, que pode custar a partir de R$6.200.

 

CMN: E em outros hospitais?

André: Em outros hospitais particulares do Rio, como o Samaritano de Botafogo, e o Icaraí e a Maternidade São Francisco, de Niterói, o valor gira em torno de R$15.000.

 

CMN: Por fim, doutor, existe alguma maneira de prevenir doenças das trompas?

André: Sim, seguindo dois princípios básicos para a saúde: movimento e comportamento. Com o movimento, ou seja, atividades físicas, evitam-se doenças de estagnação, como endometriose, mioma e ovário policístico. Com o comportamento, ou seja, usando preservativos sempre que não desejar engravidar e acompanhando a saúde do parceiro, evitam-se contágios infecciosos.

 

 

O site do dr. André Vaz fica aqui, se você quiser saber mais.

 

*A primeira parte da entrevista com o dr. André Vaz foi ao ar na semana passada (clique aqui para ler).


4 thoughts on “Trompas de falópio: falamos com um especialista sobre o papel delas na reprodução – Parte 2*

  1. ANDRE VAZ Responder

    Na verdade o site é o http://www.drandrevaz.com. Abraço, dr andre vaz

    1. Pri Portugal Responder

      Obrigada, dr., vou corrigir.

  2. Alessandra Lessa Responder

    Eu me chamo Alessandra Lessa , fiz uma ligadura a 15 anos, hoje gostaria de ser mãe novamente.
    Vi que o hospital das freiras estará fechado e por isso estará fazendo cirurgia pelos convênio, qual convênio você aceita?
    Como faço?

    1. Pri Portugal Responder

      Oi, Andressa, td bem?
      Espero que se sinta acolhida pelo site e volte sempre 🙂
      O contato do dr. André é esse aqui: drandrevaz@hotmail.com.
      Boa sorte!
      Beijinho

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