“Às vezes, quando estou sozinha, me sinto um fracasso, mas hoje sei que é uma escolha ter um dia bom ou um dia ruim”

O depoimento de hoje não foi dado ao Cadê Meu Neném?, mas é extremamente inspirador porque fala sobre como a gente pode se sentir sozinha nesta situação, por isso trouxemos ele para você. A cantora e atriz Tamar Braxton (irmã da Toni Braxton, pra quem lembra) deu um emocionante depoimento à revista Glamour americana (veja o texto completo, em inglês, aqui) contando sobre sua dificuldade para engravidar. Ela diz que nem queria ser mãe até os 34 anos e, quando começou a tentar, descobriu que suas trompas estavam obstruídas. O médico foi enfático: você só vai conseguir engravidar se fizer uma FIV.

Então, Tamara congelou seis embriões e, coincidentemente, engravidou por vias naturais do pequeno Logan. “Ele é meu milagre”, conta. Foi quando decidiu dar um irmãozinho para ele que a situação complicou. Tamar fez outra FIV e teve seu sonhado positivo no exame Beta HCG e tudo. Mas três dias depois, um dos exames indicou que “os números estavam caindo” e ela teve um aborto. Ela conta como foi a sequência dessa triste notícia:

“Eu não sabia como ia sair da cama nas duas semanas seguintes. Mas a gente consegue. A mesma escolha que a gente faz de ter coragem e enfrentar o processo, também é a escolha de levantar e seguir adiante. Era difícil porque eu ainda tinha que trabalhar, mas depois do aborto, eu queria muito que as outras coisas na minha vida dessem certo. Só que minha turnê foi cancelada e eu precisava vencer em tudo o que decidisse fazer. Quando isso não aconteceu, achei que ia entrar em depressão. Foi difícil.

Aí decidi tentar novamente. Mas isso ainda é uma batalha. E às vezes, quando estou sozinha, me sinto menos que uma mulher. Me sinto um fracasso. E é muito difícil falar sobre isso e você não quer dividir isso com ninguém. Vince [o marido] e eu não falamos com ninguém sobre isso. Não falei nem pra minha mãe, porque você sente que se contar vai dar azar. Só queria que as pessoas fossem mais sensíveis e perguntassem: ‘como posso te ajudar? Tem algo que eu possa fazer?’. Mas quando a pessoa não passou por isso, ela não entende o nível da perda. As pessoas que dizem: ‘você sempre pode adotar’ me deixam louca. Eu acho adoção ótima, mas quero ter meu próprio bebê.

Todo esse processo [de FIV] deixa a gente deprimida. A gente fica: ‘fui eu que fiz isso comigo mesma?’! Você sai muito ferida de tudo e parece que está grávida de seis meses e tem fome o tempo todo. Mas precisa lembrar porque está fazendo isso. É pelo resultado!

Eu ainda tenho três embriões e vou tentar mais três vezes*. Só não sei como ainda. Enquanto isso, estou tentando aprender mais sobre mim, ter orgulho de mim mesma e não ser tão dura comigo, como mulher e como mãe. É realmente uma escolha ter um dia bom ou um dia ruim. Uma coisa terrível pode acontecer com você, mas a escolha é sobre a forma como você vai lidar com isso”.

 

Tamar Braxton, 40 anos

 

*Nos Estados Unidos, os médicos recomendam implantar um embrião de cada vez em mulheres com mais de 36 anos pelo risco de gestação de múltiplos

 

Foto: Reprodução/Instagram @tamarbraxton


One thought on ““Às vezes, quando estou sozinha, me sinto um fracasso, mas hoje sei que é uma escolha ter um dia bom ou um dia ruim”

  1. Eliane Alexandre Responder

    InspirAdor! Nossa vida é constituída de tentativas, eu acredito que no momento certo vai acontecer.. Basta acreditar!

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