O primeiro evento com participação do Cadê Meu Neném?

Ai, que emoção! O primeiro evento com participação do Cadê Meu Neném? aconteceu essa semana. Eu fui convidada pela Merck, uma empresa farmacêutica alemã, para mediar um bate-papo entre uma especialista em reprodução e uma psicóloga diante de uma plateia de jornalistas. E foi demais.

A ideia, que me ganhou na hora, era desmistificar tabus e esclarecer dúvidas sobre a reprodução assistida. A Merck, que é fabricante de alguns dos medicamentos usados em FIV e das “geladeirinhas” usadas em congelamento de óvulos, está lançando um site com essa intenção, o Fertilidade no meu Tempo (clique aqui para ver), que está bem bacana e responde a várias das nossas dúvidas diárias.

 

A conversa do Cadê Meu Neném? com as especialistas

Cade meu nenem - evento Merck fertilidade

O bate-papo foi com a dra. Fabia Vilarino e com a dra. Belinda Mandelbaum e eu adorei as duas.

A dra. Fabia é Mestre e Doutora na área de reprodução humana e coordenadora do Ambulatório de Endometriose, Anovulação Crônica e ambulatório de Doação de Gametas do Instituto Ideia Fértil. A dra. Belinda é do laboratório de estudos da família, relações de gênero e sexualidade do Departamento de Psicologia da USP.

Nós falamos sobre os novos formatos de família, com mães solteiras e casais homoafetivos, e sobre como eles têm mais acesso agora a realizar o sonho da maternidade e da paternidade. Segundo a dra. Belinda, o fato de esses formatos serem mais debatidos e aceitos socialmente foi o começo de tudo. E Medicina respondeu, “Todas essas transformações culturais vêm amparadas pelo avanço da Medicina, que proporciona soluções para que esses novos modelos gerem filhos e se constituam como família”, completou a dra. Fabia.

O congelamento de óvulos (saiba mais aqui) e de espermatozoides – no caso de homens que precisem passar por tratamentos como quimioterapia – foi outro assunto que rendeu. “A reprodução assistida reflete o direito ao planejamento familiar, garantindo autonomia de decisão e respeito à história de cada um que deseja ter filhos”, disse a dra. Fabia.

Falamos ainda sobre doação de óvulos e espermatozoides e a dra. Belinda trouxe uma questão: assim como filhos adotivos têm direito de saber sua origem, os filhos de fertilização feita com óvulos e espermatozoides doados também precisar ter acesso à informação. Fiquei pensando muito nisso e ainda não cheguei a uma conclusão, para ser bem sincera. O que vocês acham, meninas? Independentemente da decisão, todas chegamos a uma conclusão que não canso de repetir aqui no Cadê Meu Neném?: menos julgamento e mais acolhimento, por favor.


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